às vezes a musa vem atropelando a concentração molar do soluto... E, de repente, as aulas de química tornam-se um culto à menina que senta lá do outro lado... Diacho.
oh well, here it goes...
"Merda Sentimental em mi baixo"
Sobre teu rosto, postas por Deus,
Marcas d'amor.
Perco-me, pois, nos olhos teus,
Clamo de dor.
Com meus ouvidos, ouço tua voz
Que ressôa e ecôa.
Causa-me dor, aguda, atròz,
Não sai, não perdôa.
Continuas aqui, e te ouço, atento,
Ouço tuas notas.
Viro, então, pra onde sopra o vento,
Nunca me notas.
Quão desejável me é o sofrer,
Pois sôfro por ti.
Continuo, então, até entender
Tal gôzo sem fim.
Sobre teu rosto, posta por Deus,
belêza sem par.
Ouvia falar se Seu amor pelos seus,
Ver-te faz-mo acreditar.
Mais que bela, és bendita
Perfeita és, sim.
E a belêza em mim ressucitas,
Perfeita és pra mim.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Poeminha de momento
tá bom, eis o que escrevi durante o blecaute... Bom não ficou, ficou bem ruinzinho... Mas os primeiros passos sempre dóem os joelhos...
(cinco sílabas poéticas ruleiam \o/)
Teu nome possui
Meu pensamento
Só, saio e choro
Sim, no relento
Que venha a chuva
Venham os ventos
Que levem co' eles
Os meus tormentos
Mas pode levar,
a chuva ou o vento,
Esse meu pesar
Que, fraco, agüento?
Não, minha amada.
Não nessa vida.
Tu és meu bálsamo
Na triste lida.
És também ópio
Meu vício outrossim
Enche-me do ódio
E de amor sem fim.
Odeio o mundo
Que nos separa
Amo-te, mudo,
Desde a sacada.
Pensando em você
Querendo te ver.
Pensando em te ver,
Querendo você.
(cinco sílabas poéticas ruleiam \o/)
Teu nome possui
Meu pensamento
Só, saio e choro
Sim, no relento
Que venha a chuva
Venham os ventos
Que levem co' eles
Os meus tormentos
Mas pode levar,
a chuva ou o vento,
Esse meu pesar
Que, fraco, agüento?
Não, minha amada.
Não nessa vida.
Tu és meu bálsamo
Na triste lida.
És também ópio
Meu vício outrossim
Enche-me do ódio
E de amor sem fim.
Odeio o mundo
Que nos separa
Amo-te, mudo,
Desde a sacada.
Pensando em você
Querendo te ver.
Pensando em te ver,
Querendo você.
Black out
Quem diria que tudo o que era necessário para recomeçar a escrever seria um blecaute... Tantos sonetos jogados fora, algumas trovas queimadas, muitos contos 'excluídos'; nada resta do tempo no qual eu tinha o objetivo de tornar-me um escritor... Nada além de memórias nebulosas...
Mas eu posso escrever só por diversão, não posso? Começar de novo, a partir daquele delicioso momento em que houve silêncio... E eu pude ficar a sós comigo mesmo... Deu pra pôr a mente para trabalhar, me acostumar novamente com o delicioso som do lápis rabiscando no papel, tão superior ao tectec do teclado e do cliqueclique do rato... O que eu escrevi durante o blecaute é irrelevante. Foi como se eu tivesse nascido de novo, como se aquele fosse o meu primeiro texto e depois dele o meu primeiro poema, cheio de vontade, mas sem muito conquistar... Ainda assim, uma vitória retumbante sobre o ócio, contra o qual lutamos desde que começa a cultura.
Porquanto escrevo, leiamos.
Mas eu posso escrever só por diversão, não posso? Começar de novo, a partir daquele delicioso momento em que houve silêncio... E eu pude ficar a sós comigo mesmo... Deu pra pôr a mente para trabalhar, me acostumar novamente com o delicioso som do lápis rabiscando no papel, tão superior ao tectec do teclado e do cliqueclique do rato... O que eu escrevi durante o blecaute é irrelevante. Foi como se eu tivesse nascido de novo, como se aquele fosse o meu primeiro texto e depois dele o meu primeiro poema, cheio de vontade, mas sem muito conquistar... Ainda assim, uma vitória retumbante sobre o ócio, contra o qual lutamos desde que começa a cultura.
Porquanto escrevo, leiamos.
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